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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Perguntas e respostas sobre PGR – PLANO DE GERENCIAMENTO DE RISCOS


O que é o PGR?

O Plano de Gerenciamento de Riscos é a compilação de todos os planos relacionados com a prevenção de riscos ambientais, respostas a impactos ambientais e ainda com o gerenciamento de resíduos sólidos de forma a atender de forma abrangente o gerenciamento de emergência, o qual por sua vez é um dos elementos principais de um programa de gerenciamento de riscos.

Qual é o objetivo do PGR?

Para o gerenciamento de riscos geralmente se adota uma série de ações preventivas as quais têm por objetivo evitar que os acidentes ocorram, porém mesmo adotando-se estas medidas preventivas deve-se supor que os acidentes podem ocorrer e, portanto, a empresa bem como seus empregados e colaboradores devem estar preparados para minimizar e dominar as emergências advindas destes acidentes.

Quais são os outros objetivos do PGR?

Além de atender a legislação CONAMA 273/2000 o objetivo desse plano é reunir informações e orientações aos responsáveis, trabalhadores e usuários referente á prevenção de acidentes e riscos ambientais nesse posto de abastecimento.

O PGR é exigido pelos dos órgãos ambientais?

Sim. O PGR é um dos documentos exigidos pelos órgãos ambientais para obtenção ou renovação da Licença Ambiental da empresa (LP – Licença Prévia, LI - Licença de Instalação, LO – Licença de Operação).

Quem é o responsável pela elaboração e assinatura do PGR?

É o Engenheiro legalmente habilitado na área ambiental e devidamente credenciado junto ao CREA – Conselho Regional de Engenharia.

No que consiste o PGR?

O presente plano consiste na tomada de decisões imediatas para controlar situações de emergência e risco, porém devemos adotar também medidas preventivas para que eles não ocorram, e no caso de ocorrerem, que sejam facilmente controlados.

Quais são as medidas de atenuação de ocorrências em uma empresa?
A seguir serão apresentadas algumas medidas que podem minimizar a ocorrência de situações anormais e que facilmente podem ser adotadas nas instalações de quaisquer empresas, particularmente, em postos de serviços:

• Adoção de equipamentos e sistemas de controle de estoques de preferência automatizado.

• Poços de monitoramento de águas subterrâneas automáticos.

• Não guardar roupas, garrafas, marmitas e outros objetos dentro de quadros elétricos.

• Os quadros de distribuição devem ficar em locais bem visíveis, sinalizados e de fácil acesso, de preferência aterrados.

• As chaves elétricas do tipo faca devem ser blindadas, para os trabalhadores não tocarem nas partes energizadas provocando choques e eventuais faíscas.

• Os equipamentos elétricos devem estar desligados da tomada quando não estiverem sendo usados.


• Antes de começar a trabalhar com eletricidade em lugares molhados ou úmidos, é preciso examinar os fios e cabos, os equipamentos e as ligações elétricas. Qualquer defeito que for encontrado deve ser logo consertado.


Acesse:

O Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)

PGR - Programa de Gerenciamento de Riscos




O Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) tem como principal objetivo prevenir a ocorrência de acidentes ambientais que possam colocar em risco a integridade física dos trabalhadores, bem como a segurança da população e o meio ambiente.


Assim, para a sua efetividade, o PGR deverá ser estruturado contemplando todas as ações necessárias para a prevenção de acidentes ambientais, bem como para a minização de eventuais impactos caso ocorram situações anormais.

Internacionalmente, o termo gerenciamento de riscos é utilizado para caracterizar o processo de identificação, avaliação e controle de riscos. Assim, de modo geral, o gerenciamento de riscos pode ser definido como sendo a formulação e a implantação de medidas e procedimentos, técnicos e administrativos, que têm por objetivo prevenir, reduzir e controlar os riscos, bem como manter uma instalação operando dentro de padrões de segurança considerados toleráveis ao longo de sua vida útil.

Redução do risco 

Considerando que o risco é uma função da freqüência de ocorrência dos possíveis acidentes e dos danos (conseqüências) gerados por esses eventos indesejados, a redução dos riscos numa instalação ou atividade perigosa pode ser conseguida por meio da implementação de medidas que visem tanto reduzir as frequências de ocorrência dos acidentes (ações preventivas), como as suas respectivas conseqüências (ações de proteção), conforme apresentado na Figura 1. 


Figura 1 – Processo de redução de riscos
Metodologia

Além das medidas para a redução dos riscos, o gerenciamento de riscos de uma instalação deve contemplar também ações que visem mantê-la operando, ao longo do tempo, dentro de padrões de segurança considerados aceitáveis ou toleráveis.

Assim, toda e qualquer empresa que desenvolva atividades que possam acarretar acidentes maiores deve estabelecer um Programa de Gerenciamento de Risco (PGR), o qual tem por objetivo prover uma sistemática voltada para o estabelecimento de orientações gerais de gestão, com vistas à prevenção de acidentes.

Segundo o estabelecido na norma CETESB P4.261 – Manual de orientação para a elaboração de estudo de análise de riscos, o escopo do PGR deverá conter:

  • informações de segurança de processo; 

  • revisão dos riscos de processos; 
  • gerenciamento de modificações; 
  • manutenção e garantia da integridade de sistemas críticos; 
  • procedimentos operacionais; 
  • capacitação de recursos humanos; 
  • investigação de incidentes; 
  • plano de ação de emergência (PAE);
  • auditorias; 
Plano de Ação de Emergência (PAE)

Tanto para os empreendimentos de médio e grande porte como para os de pequeno porte o PAE deve contemplar os seguintes aspectos:
  • estrutura do plano;
  • descrição das instalações envolvidas;
  • cenários acidentais considerados;
  • área de abrangência e limitações do plano;
  • estrutura organizacional, contemplando as atribuições e responsabilidades dos envolvidos;
  • fluxograma de acionamento;
  • ações de resposta às situações emergenciais compatíveis com os cenários acidentais considerados, de acordo com os impactos esperados e avaliados no estudo de análise de riscos, considerando procedimentos de avaliação, controle emergencial (combate a incêndios, isolamento, evacuação, controle de vazamentos, etc.) e ações de recuperação;
  • recursos humanos e materiais;
  • divulgação, implantação, integração com outras instituições e manutenção do plano;
  • tipos e cronogramas de exercícios teóricos e práticos, de acordo com os diferentes cenários acidentais estimados;
documentos anexos: plantas de localização da instalação e layout, incluindo a vizinhança sob risco, listas de acionamento (internas e externas), listas de equipamentos, sistemas de comunicação e alternativos de energia elétrica, relatórios, etc.

O PAE deve se basear nos resultados obtidos no estudo de análise e avaliação de risco.

Acesse:

PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCO

Perguntas e respostas sobre PGR